O Confessionário

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Localização: Portugal

Sou uma gota: transparente, frágil, pequena se sozinha mas enorme quando no meu mar, composto de tantos iguais a mim. Sou azul: sinto, aprendo, erro, peço desculpa, desculpo e respeito. Muito. Com a minha alma azul.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Em casa

Hoje na aula perguntei à professora como é que devia fazer para indicar o endereço electrónico do meu blog. Agora que tudo acabou sinto uma certa nostalgia e angústia. Reli todo o que escrevi e parece-me absurdo. Sempre que postava achava correcto o que tinha escrito…agora a minha vontade é de apagar tudo! Sei que é a minha quase inexistente auto-estima que está a escrever estas palavras mas mesmo assim não deixo de o sentir.
Acho que este é o momento indicado para reflectir acerca deste diário e de todas as confissões que ele contém em si: como já referi, este é o meu “cantinho” preferido de um trabalho. Permite-me dar-me a conhecer e contribuir, o mais plenamente possível, para um trabalho que prima pelo cunho pessoal que possui. Que não é isso o essencial eu sei mas que é isso o que eu mais valorizo, é! Tolere-me que discorda de mim, perdoe-me que me acha inconveniente! É só o que peço. Quanto ao conteúdo do que aqui foi dito… Talvez, em certas instâncias, o meu discurso tenha sido um tanto ou quanto desapropriado, uma vez que este é um trabalho escolar e não um livrinho de brincadeiras. Só que acho que tudo na vida deve ser levado a trote num cavalo de carrossel, recheado de algodão doce e gargalhadas de criança. Por isso o cariz um tanto ou quanto informal e, se calhar demasiadas vezes, infantil deste “diário”.
Não poderia terminar sem agradecer, até porque acho que este é um bom local para tal. Sem qualquer ordem de preferência (porque todos foram igualmente importantes, todo foram uma parte valiosa do todo final) agradeço à Ana. Minha companheira de trabalho que soube ter a paciência suficiente para me aturar. A mim e ao meu estilo de vida e trabalho. Sem ela demoraria o dobro do tempo para realizar este trabalho e… teria arrancado o cabelo todo de tanto pânico! Aos meus pais, que me ofereceram o computador, que suportam, todos os meses, a extravagância monetária dos meus mergulhos nas profundezas do oceano cibernético e que me possibilitam a frequência do melhor dos cursos na melhor faculdade e universidade do país. Ao Jota, pelo incondicional apoio e paciência e por ser o melhor professor de como criar blogs de todo o mundo. Por fim, àquela pessoa cuja identidade o código da moral e da vida em sociedade não permite revelar (prometo que quando acabar o curso venho cá postar e digo quem é).
Já com saudades, a aluna


Antónia Raquel Bento
Nº 20031563
3º Ano da licenciatura em Ciências da Educação
Ano Lectivo 2005/2006

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Em casa

Há aproximadamente quarenta minutos soltei aquilo que baptizo de “Aleluia de Raquel”. O trabalho estava, finalmente, acabado! ACABADO!! Durante quase três meses trabalhei a todo o vapor neste trabalho e este era o momento por que tanto esperava! Orgulhosa olhava para o jogo e embevecida percorria as páginas do Word, num deleite hipnotizante. Sentia-me extremamente satisfeita. Olhando para a Ana o meu contentamento aumentava, por ver nela também, uma enorme satisfação. Com o trabalho todo formatado faltava apenas imprimi-lo e encaderná-lo. Combinámos comprar, nesse dia, o CD em que incluiríamos os anexos e logo de seguida sorrimos, de tão aliviadas que estávamos. Vou dormir em total paz! E amanhã acordarei mais bem-disposta, por saber que, após as aulas, não terei que fazer o trabalho de IQE!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Em casa da Ana

Afinal a análise de conteúdo tomou-me mais tempo do que esperava. É extremamente demorado recolher toda a informação explanada nas doze entrevistas e depois compilá-la num texto com sentido e redigido com juízo crítico… Vou começar para conseguir acabá-la antes das 14 horas, hora a que tenho aula.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Em casa da Ana

Ontem rendi-me ao sono antes de conseguir acabar a análise de conteúdo na sua totalidade. Agora vou terminá-la e depois passar ao jogo propriamente dito. No caminho conferenciei com a Ana e também ela espera acabar hoje o trabalho. Estou mais do que desejosa para fazer o último “clique” neste trabalho.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

depois de jantar, em casa

Como tinha dito, às 18 horas encontrámo-nos com a Sandra para realizar a última de doze entrevistas (apercebo-me agora que não me referi às entrevistas que fui fazendo. Assumo o esquecimento. Se servir de emenda, digo agora que desde o dia 2 de Janeiro até à data fui fazendo e transcrevendo entrevistas). As minhas suspeitas quanto à simpatia e amabilidade dela confirmaram-se. Pôs-me muito à vontade e foi muito compreensiva com a minha falta de experiência. Pela primeira vez enganei-me a ler o guião. Senti-me mesmo mal. Era a primeira vez e tinha que ser logo com ela, que era amiga da professora… E se ela comentasse com a professora o quanto eu era a pior de todas as entrevistadoras? Ainda por cima esta entrevista contou com outro incidente que a colocou directamente no primeiro lugar do ranking das piores entrevistas: uma funcionária do bar da faculdade (local em que estávamos a realizar a entrevista) interrompeu a nossa conversa para dizer para fazermos o favor de acabar o mais depressa possível que eles queriam começar a limpar. Onde é que está escrito o que fazer perante uma situação destas?! Digam-me, que eu quero saber. É que eu, sinceramente, não sei mesmo como se deve proceder… Acabei por deixar a gravação continuar enquanto eu e a Sandra acenávamos que sim baixinho. Acho que o meu atrevimento voltou a dar sinais de si e acho conveniente justificar o que disse. Quando referi que esta tinha sido a pior de todas as entrevistas não quis passar a ideia de que alguém que não eu teve a culpa. Não, a culpa é minha e só minha. Não da Sandra, obviamente, que foi impecável em todo o decorrer da gravação. Muito menos da funcionária do bar, que apenas estava a cumprir as suas funções. É certo que não foi assim tão grave. Aliás, agora que penso nisso foi, até, insignificante. Logo após termos acabado a entrevista fomos transcrevê-la. Preferimos proceder assim porque receávamos que o barulho de fundo da gravação não permitisse uma boa percepção do discurso da Sandra e, caso isso acontecesse, era preferível termos ainda na memória as suas palavras.
Vou para casa da Ana para fazer a análise de conteúdo das entrevistas. Avista-se uma longa noite…

Em casa

Combinei com a Ana estar às 14 horas em casa dela. Vamos entrar na fase final do trabalho. Às 18 horas temos que estar na faculdade para entrevistar a Sandra, uma recém-licenciada do nosso curso. Acho que não referi mas antes de irmos de férias fomos pedir o contacto dela à professora e combinámos a entrevista para hoje. Ao telefone ela pareceu-me bastante acessível… Estou a contar acabar esta tarde a reflexão crítica e adiantar mais alguns aspectos que estejam pendentes.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Em casa da Ana

Hoje, depois da aula teórica de Educação Especial, fomos com o professor para o gabinete dele para o entrevistarmos. Se já ia nervosa por ser ele quem era, mais nervosa fiquei quando aconteceu tudo e mais alguma coisa. Foi a cassete que acabou, foi o telefone que tocou, foi alguém que bateu à porta… Já houve sextas-feiras 13 em que a sorte esteve mais do meu lado! Além disso, a entrevista foi longa e o meu pensamento fluía só no sentido do quanto ia custar transcrevê-la… Talvez devesse ser mais comedida no que digo mas é suposto dizer o que penso e sinto, não é? E como quem diz a verdade não merece castigo…Enquanto estivemos na faculdade falámos com a professora para esclarecer algumas dúvidas. Agora vou fazer a reflexão crítica relativa ao trabalho. Chegados estes momentos o meu alento, por muito em baixo que esteja, atinge o seu auge! Sempre gostei de ter, num trabalho, um “cantinho” reservado ao desabafo, à auto-avaliação. Permite-me desabafar e mostrar o meu ponto de vista, aspectos que sempre achei preponderantes e pedagogicamente essenciais.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Em casa da Ana

Conseguimos fazer bastantes entrevistas! A maioria das pessoas que interpelámos foram simpáticas e prontificaram-se a responder. Em algumas delas vi uma expressão de desagrado quando me viam preparar o gravador. Acho que a conversa que tinha com elas antes de iniciar a entrevista ajudava a pô-las à vontade. A elas e a mim, que tinha, assim, uma oportunidade de lhes mostrar que era inexperiente e que não tinha propriamente uma “Lois Lane” dentro de mim… Viemos adiantar trabalho. Agora percebo porque é que nunca ninguém disse que transcrever entrevistas era fácil e divertido… não é mesmo nada fácil e divertido!! Aliás, é mesmo um verdadeiro atestado de paciência. Pôr a cassete para a frente, para trás…agora avancei demais. “O que é que ela disse?” “Não sei, não dá para perceber…”. “Esta pausa é grande, mete reticências.” “Não é nada.”… Estamos numa pausa mais que merecida! Da primeira transcrição confesso que até gostei mas agora já não estou a achar nada agradável…e pensar que ainda faltam tantas mais… Bem, vou voltar ao suplício! Ah, entretanto vimos que recebi o e-mail da professora a responder ao que lhe tinha enviado durante as férias. Que desânimo!! Aqui e ali manchas de um azul “fúscia” a indicar o que está incorrecto ou em falta…São tantas… Quando acabarmos de transcrever as entrevistas vamos tratar das referências bibliográficas! Tenho tanta vontade de fazer isso como vontade de tomar banho de mangueira numa noite de Inverno…

Na faculdade

Viemos fazer as entrevistas. Espero que seja fácil encontrar colegas dispostos a colaborar… Estou nervosa! Já mexi muitas vezes no gravador mas foi sempre na brincadeira! E se a gravação ficar má? E se a cassete acabar a meio de uma entrevista? E se os participantes falarem rápido? Como me coloco perante eles? Já aprendi que não posso estar frente-a-frente mas…e se os entrevistados não gostarem de mim ou de algo que pergunte?! É o pânico a apoderar-se de mim…