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Sou uma gota: transparente, frágil, pequena se sozinha mas enorme quando no meu mar, composto de tantos iguais a mim. Sou azul: sinto, aprendo, erro, peço desculpa, desculpo e respeito. Muito. Com a minha alma azul.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

depois de jantar, em casa

Como tinha dito, às 18 horas encontrámo-nos com a Sandra para realizar a última de doze entrevistas (apercebo-me agora que não me referi às entrevistas que fui fazendo. Assumo o esquecimento. Se servir de emenda, digo agora que desde o dia 2 de Janeiro até à data fui fazendo e transcrevendo entrevistas). As minhas suspeitas quanto à simpatia e amabilidade dela confirmaram-se. Pôs-me muito à vontade e foi muito compreensiva com a minha falta de experiência. Pela primeira vez enganei-me a ler o guião. Senti-me mesmo mal. Era a primeira vez e tinha que ser logo com ela, que era amiga da professora… E se ela comentasse com a professora o quanto eu era a pior de todas as entrevistadoras? Ainda por cima esta entrevista contou com outro incidente que a colocou directamente no primeiro lugar do ranking das piores entrevistas: uma funcionária do bar da faculdade (local em que estávamos a realizar a entrevista) interrompeu a nossa conversa para dizer para fazermos o favor de acabar o mais depressa possível que eles queriam começar a limpar. Onde é que está escrito o que fazer perante uma situação destas?! Digam-me, que eu quero saber. É que eu, sinceramente, não sei mesmo como se deve proceder… Acabei por deixar a gravação continuar enquanto eu e a Sandra acenávamos que sim baixinho. Acho que o meu atrevimento voltou a dar sinais de si e acho conveniente justificar o que disse. Quando referi que esta tinha sido a pior de todas as entrevistas não quis passar a ideia de que alguém que não eu teve a culpa. Não, a culpa é minha e só minha. Não da Sandra, obviamente, que foi impecável em todo o decorrer da gravação. Muito menos da funcionária do bar, que apenas estava a cumprir as suas funções. É certo que não foi assim tão grave. Aliás, agora que penso nisso foi, até, insignificante. Logo após termos acabado a entrevista fomos transcrevê-la. Preferimos proceder assim porque receávamos que o barulho de fundo da gravação não permitisse uma boa percepção do discurso da Sandra e, caso isso acontecesse, era preferível termos ainda na memória as suas palavras.
Vou para casa da Ana para fazer a análise de conteúdo das entrevistas. Avista-se uma longa noite…