O Confessionário

Nome:
Localização: Portugal

Sou uma gota: transparente, frágil, pequena se sozinha mas enorme quando no meu mar, composto de tantos iguais a mim. Sou azul: sinto, aprendo, erro, peço desculpa, desculpo e respeito. Muito. Com a minha alma azul.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Em casa

Esta tarde fui ver a minha caixa de correio electrónico e vi que já tinha recebido o e-mail da Ana com o trabalho. Procedi às correcções necessárias e enviei o trabalho à professora para que ela, tal como tínhamos combinado, o “corrigisse”. Com medo que ela não o recebesse enviei-o duas vezes. Agora já penso se ela não ficará aborrecida… Há-de pensar que a estou a pressionar ou a exigir-lhe qualquer coisa. Senhora professora, aqui está, publicamente expresso, o meu pedido de desculpas e de misericórdia por uma aluna receosa e nada brilhante no domínio informático…

sábado, dezembro 17, 2005

Em casa

Convenci o meu irmão a responder à entrevista, na condição de familiar. Correu bem mas também estava muito à vontade. Vou enviar um SMS à Ana a dar a notícia…

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Em casa

Venho a chegar de casa da Ana. Estas três horas trabalhámos no jogo (tabuleiro e cartões) mas nome é que não… Está a ser muito trabalhoso mas, incrivelmente, não me arrependo nada de ter escolhido fazê-lo. O sentimento de gratificação pessoal compensa as horas e horas de suor e transpiração mental!

terça-feira, dezembro 13, 2005

Em casa

Já passaram duas semanas desde que escrevi a última palavra neste diário, o meu mais recente confidente. A maior das verdades é que este trabalho já mudou mais em mim do que eu alguma vez imaginei que fosse possível. Eu que nunca, nem nos tempos mais conturbados de uma adolescência nada típica, escrevi um diário ou chamei amigo a um caderninho cheio de confissões, desabafos, pensamentos e tudo e tudo, deparo-me agora comigo a correr para casa para me sentar à secretária a contar ao computador o que sinto…é no mínimo bizarro! Pior, sinto uma espécie de nervoso miudinho quando tenho mais para dizer do que aquilo que julgo ser possível dizer num diário deste tipo…Como é possível?!
Bem, estava a dizer que já há duas semanas que não relatava nada respeitante ao trabalho de IQE… Tenho que confessar que o principal motivo se deve à falta de vontade. Mas não é assim tão grave! Óbvio que pensei, nem que por apenas dois segundos, neste trabalho. Mas achei que não se justificava dizer algo a respeito disso. Outra coisa é que também tenho andado atarefadíssima com outros trabalhos e, sendo que até estávamos à vontade neste, direccionei o escasso tempo que tenho para os outros. Mas falando do que interessa… Venho agora a chegar das cantinas amarelas. Fui para lá com a Ana para começarmos a fazer o jogo. À tarde fomos comprar todo o material que precisávamos. No início foi giro…entrar na papelaria e ver tantas coisas giras e ter vontade de levar tudo para casa mas depois… Que cor damos ao jogo? E como fazemos os cartões? Usamos cartão ou só cartolina? Tivemos, sem exagero, quarenta e cinco minutos a esgotar a paciência do funcionário da papelaria mas lá nos decidimos. Saí orgulhosa de lá, atafulhada de cartolina e cartão e tubos de cola! O jogo já tem forma. Cortámos o cartão e colámos-lhe a cartolina. Depois dividimos a cartolina em 24 casas e decidimos como as numerar. Estou tão entusiasmada com o jogo que acho que até vou sonhar com ele! Mas ao menos que no meu sonho apareça um nome para lhe dar, porque, neste momento, essa é a parte mais difícil! E ideias também não há muitas…A culpa é do Natal! Esgoto toda a imaginação nas prendas que tenho para oferecer…Olha, posso sempre escrever uma carta ao Pai Natal a pedir que me dê uma sugestão. Aproveitava e pedia para me oferecer o jogo já feito! Afinal, até me portei bem este ano! Vou dormir sobre o assunto.